Complexo

Da Ontopsicologia

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Conjunto dinâmico não suficientemente identificado e especificado em seus impulsos operativos dentro de um sistema unitário[1].

Pode ser distônico ou acretivo em relação ao contexto unitário: define-se pelos efeitos.

Em Ontopsicologia, define-se como:

"Fixação somatopsíquica de energia, autônoma do Eu consciente e agente em antecipação à atividade lógica deste. Qualquer tipologia de atividade psíquica não coligada com a vontade do Eu."

Assume a própria modalidade pulsional em relação a três elementos:

  1. repressão de um instinto biológico;
  2. simbologia da cultura ambiental;
  3. devir do real.

É determinada por estereótipos que garantem a continuidade da estrutura sem novidade de desenvolvimento.

Nós sujeitamos a palavra "complexo" sempre a algo patológico. Na realidade, trata-se de atividade psíquica que deve ser individuada e especificada na obra mestra do Eu. Trata-se simplesmente de formalizá-lo, ou de egoizá-lo, isto é, de assumir-se este quântico e de normalizá-lo segundo exigências de uma história individuada eficiente. Se o sujeito não o evolui esse quântico em sucesso personológico, ele convivirá estranho, não evoluído, em conflito, em disponibilidade patológica.

Portanto, de per si, não é uma realidade patológica:

"É uma realidade psíquica que se formou em compromisso entre as exigências sociais e as exigências biológicas do indivíduo." [2].

Tecnicamente, é um preciptado psicoemotivo do monitor de deflexão; portanto, uma remoção feita por um Eu em formação sob a pressão do monitor de deflexão, sobre imagens do superego social e moralístico.

Referências

  1. MENEGHETTI, Antonio. Dicionário de Ontopsicologia. 2 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2008. ISBN 978-85-88381-41-4
  2. MENEGHETTI, Antonio. Projeto Homem. 2 ed. Florianópolis: Ontopsicologica Ed, 1999.
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