Matriz reflexa

Da Ontopsicologia

Por "matriz reflexa", em Ontopsicologia, entende-se a situação-ocasião que o monitor de deflexão assume como própria a cena primária para constelar a emotividade do sujeito[1].

É o codificado base da especificidade do complexo e dos estereótipos do indivíduo.

  • Matriz significa o molde original que incide diversas coisas sempre do mesmo modo. É o código-mãe que incide, que dá o identikit, introduz o código das repetições de um complexo.
  • Reflexa porque nós recebemos o caráter do monitor de deflexão no modo da reflexão por meio dos olhos (afetividade ótica) com um dos adultos de referência afetiva. A matriz é refletida na criança por meio do olhar e do momento emocional do fato (cena matriz ou cena primária).

O fato-chave ou cena primária, em seguida, articula a tipologia do caráter complexual.

A cena matriz não constitui de per si um evento errado, mas é um fato qualquer que é considerado pecaminoso pelo adulto. A um fato indiferente da criança, o adulto-mãe transmite uma interpretação negativa, aliada a uma condenação moral. Esta interpretação negativa constitui a base do desvio complexual; não é o fato em si a fazê-lo.

O erro começa quando a criança assimila dentro de si e metaboliza a interpretação negativa do aduldo, isto é, quando aceita a "polícia psíquica" do adulto-mãe no interior de si mesma em conexão ao fato em si indiferente.

A imagem matriz, uma vez metabolizada cerebralmente, é investida emocionalmente pelo organismo e, por isso, o complexo é o preciptado psicoemotivo do monitor de deflexão.

Referências

  1. MENEGHETTI, Antonio. Dicionário de Ontopsicologia. 2 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2008. ISBN 978-85-88381-41-4
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