O Em Si ôntico como critério da escolha econômica individual

Da Ontopsicologia

Tese defendida publicamente por Erico Azevedo em janeiro de 2007 como trabalho de conclusão da Especialização em Ontopsicologia pela Faculdade de Psicologia da Universidade Estatal de São Petersburgo, Rússia.

Índice

Introdução

A grande dificuldade que um jovem - pesquisador, empresário, psicólogo etc. - tem nos primeiros impactos com a ciência ontopsicológica[1] é querer colocar este conhecimento, absolutamente novo, junto aos conhecimentos que cada um de nós já possui e já carrega consigo. A coisa mais difícil, de fato, não é aprender o novo, mas abandonar o velho.

Nisto se constituiu também a minha pessoal dificuldade. Ou seja, primeiramente tive uma aproximação de curiosidade cultural, depois procurei de várias formas verificar se aquelas passagens podiam ser verdadeiramente como estavam descritas nos livros de Ontopsicologia. Nesta fase da minha vida eu queria, em um certo sentido, testar se a Ontopsicologia funcionava. Agi diversas vezes de modo diverso ao que indicava o meu Em Si ôntico para ver como variavam os sonhos e os resultados: uma colossal perda de tempo (e também de dinheiro). Ao final, não tendo mais argumentos, posto que havia sempre coincidência entre os fatos da vida e as indicações do Em Si ôntico, seja em ganho que em perda, decidi estudá-la. Porém, sempre mantive um olhar hipercrítico, ou seja, procurava enquadrar a Ontopsicologia como uma "dedução lógica e necessária" de outras pesquisas, comparando seus conceitos com o que diziam Freud, Husserl, Groddeck, Parmênides, Aristóteles, Agostino e assim por diante. A mim parecia que todos os grandes, em um certo sentido, já haviam descoberto a Ontopsicologia, já a tinham intuído.

Ao contrário, só por meio de algumas crises pessoais, com a evidência que a consultoria de autenticação consente, ao final comecei a "ver" a Ontopsicologia. A um certo ponto, aqueles conceitos, aparentemente "nomes" - complexo, estereótipo, Em Si ôntico, seleção temática (cfr. projeção), campo semântico, matriz reflexa etc. – começaram a adquirir materialidade, concretude. Antes que isso fosse possível, era necessário que eu mesmo tivesse esta evidência.

Então, com a ocasião da cátedra de Ontopsicologia da Universidade Estatal de São Petersburgo, experimentei pessoalmente aplicar o método ontopsicológico e os conhecimentos que havia adquirido em casos práticos. Estava diante de uma pessoa que tinha um problema, uma escolha a fazer, e coloquei toda a minha racionalidade, toda a minha inteligência, todo o meu empenho, a disposição daquela pessoa, sem medo.

E foi sem dúvida uma das experiências mais belas da minha vida. Relevar o campo semântico[2], aproximar-me daquele núcleo, infelizmente inconsciente, que porém nos funda e que continuamente dá endereços precisos para o bem do sujeito portante, ou seja, o Em Si ôntico[3].

O monitor de deflexão, ao contrário, parece a realidade mais evidente. De um modo ou de outro, todos já falam dele[4]. Parece que todas as ciências, dentre as quais também a Economia, acusam o próprio limite de modo convergente: "algo não funciona na nossa consciência, pois as contas não fecham".

O escopo desta pesquisa parte justamente deste ponto, desta crise na qual se encontram todas as ciências[5] - crise esta que foi a causa agente do nascimento da Ontopsicologia – mas em particular me interessei pela face econômica desta crise.

Portanto, esta pesquisa quer trazer uma síntese teórico-prática das contribuições da Ontopsicologia aplicada em âmbito econômico, ou seja, documentar em âmbito econômico aquilo que já há algumas décadas a escola ontopsicológica descobriu: o homem possui intrinsecamente o critério da infalibilidade econômica.

Em síntese, não me interessei de fazer a enésima documentação da assim dita "falência" ou "crise" da ciência econômica; tantos grandes nomes da ciência já se ocuparam disso. Ao invés disso, adentrar-me na fronteira entre Economia e Ontopsicologia e aprofundar a pesquisa de um critério, que a Ontopsicologia já tem documentado há quase 40 anos, que pode restituir à Economia o seu fundamento.

Meus agradecimentos, portanto, não podem ser outros: ao homem que fez essas descobertas, e à Universidade que concede a possibilidade de levar adiante no mundo o discurso científico sobre estas maravilhosas descobertas.

Análise ontológica sobre objeto e fim da economia

A ontologia (λόγος του οντος)[6], classicamente aquela parte da metafísica que raciocina sobre o ente em geral e seus atributos, é utilíssima ao escopo de preservar o cientista de erros sistemáticos, posto que, falando de modo geral, os falsos sistemas de qualquer ciência têm por princípio um pequeno erro ontológico.

Do estudo dos atributos relativos do ente, sabemos que ele pode ser conhecido, admirado e amado; de onde partem os seus três atributos: verdadeiro, belo e bom, que se dizem "atributos relativos", porque justamente exprimem as relações que o ente tem com a nossa alma.

A verdade, o verdadeiro, como dizia São Tomás de Aquino, não é outro que "o ente em relação de conformidade com o intelecto". (Ens intellectum est verum).

Esta relação, porém, pode ser a conformidade da coisa com o intelecto que a ideou; e então temos a verdade ontológica (veritas in essendo), ou então, é a conformidade da coisa com o intelecto que a julga, e então se diz verdade lógica (veritas in cognoscendo). Na verdade lógica, o intelecto deve se conformar à coisa; na verdade ontológica, a coisa deve se conformar ao intelecto.

Por quanto se refere ao belo, subjetivamente falando, ou seja, em relação ao efeito psicológico imediato que ele causa, ele é aquilo que agrada à visão, à audição, à fantasia e à inteligência. Em outras palavras, é aquilo que, uma vez conhecido, agrada. As razões, posteriormente, pelas quais a cognição de algo é capaz disto são a sua perfeição, harmonia e explendor. E antes de tudo, requer-se na coisa a perfeição, porque um ser ao qual falte algo que naturalmente lhe compete, ao menos sob aquele aspecto, é já deforme.

A perfeição de algo consiste "naquele tanto de realidade que convém a uma coisa". Perfeita, portanto, diz-se da coisa à qual nada falta daquilo que a constitui em sua natureza, seja quanto ao ser (perfectio entitatis), seja quanto ao operar (perfectio virtutis).

O teceiro conceito é aquele de bem, ou seja, "a perfeição de um ente enquanto, sendo perfectiva de um outro ente, lhe apetece". E, porém, Aristóteles define o bem: το ον παντα εφιεται (aquilo que apetece totalmente). Duas coisas são requeridas então para que se diga que é um bem: 1º alguma perfeição que seja vantajosa para outro ente (bonum est sui diffusivum); 2º a sua apetibilidade.

Quanto ao homem, como pode-se distinguir o bem? Aristóteles definiu o bem το ον παντα εφιεται porque todos os seres, mesmo os não viventes, tendem a seu modo a outros seres que lhes convém, como se pode constatar no fenômeno da afinidade química. São Tomás dizia "Bonum est id quod omnia appetunt..., et omnia appetunt suam perfectionem".

O mal, então, não existe de per si, mas é um ente de razão, posto que com este vocábulo propriamente não se indica outro que "a privação de um bem". Quando a um ente falta alguma perfeição, ou no ser ou no operar, que naturalmente deveria ter, este defeito se chama "mal". O mal, no âmbito desta análise, é físico ou moral: físico quando em um ente há - sem que haja uma culpa sua - a falta de alguma perfeição que deveria haver; moral, quando as ações voluntárias de um ser inteligente carecem de ordem, porque não são conformes à reta razão.

Partindo desses conceitos fundamentais da filosofia perene, podemos procurar definir no modo mais próximo possível da sua essência o que seja "economia". Procurando definí-la com uma linguagem ontológica, estamos procurando evitar os erros de princípio citados anteriormente. "Economia", podemos dizer, "é a lei ou critério que um ente utiliza para atingir o seu bem, para atingir aquilo que lhe é útil e funcional".

A Economia, de fato, nasce no coração da Ética, ramo da ontologia que se ocupa do estudo do ser enquanto é bom, da vontade humana ordenada ao próprio bem. Etimologicamente, "economia" vem do grego οικος νόμος, lei de comportamento para o meu corpo, lugar, caverna, casa. A Economia, segundo Meneghetti, é a primeira resposta que devemos dar materialmente ao nosso corpo: o que comer, beber, onde dormir, uma casa, roupas etc. É a necessidade mais somática do ser humano. É o verbo complementar ao verbo ser: ter. É a necessidade de ter em consequência daquilo que sou. Ter a resposta ao desejo que sou[7].

Segundo essa perspectiva, a Economia é a ciência talvez mais interessante para o ser humano. É a ciência prática que se ocupa do problema da realização das necessidades do homem em seu contexto: eis o seu fim.

Se a ciência econômica atinge o seu fim

A ciência econômica corrente parece não fazer as contas com a vida.

No interior da pesquisa econômica, muitos pesquisadores consideram restritivas as clássicas premissas de um homo economicus motivado por seu egoismo e capaz de tomar escolhas racionais. A pesquisa econômica está se desenvolvendo em novas direções. A economia comportamental e experimental estão entre os campos mais ativos em termos de publicações, teses científicas, seminários, em particular no campo das ciências cognitivas. O Prêmio Nöbel em 2002[8], concedido ao economista PhD. Vernon Smith e ao psicólogo PhD. Daniel Kahneman, confirma este fato.

Parece que as ciências estão tocando os próprios limites e caminham na direção da psicologia:

"A economia depende de variáveis psicológicas. Em essência, a economia não é uma ciência exata e depende de variáveis psicológicas. Formalizou-se uma nova ciência: as finanças comportamentais. A partir do comportamento dos operadores econômicos quer-se compreender a lei de andamento da economia, quer-se encontrar a lógica dos trend systems. É um apelo estatístico, mais que psicológico. A estatística pode indicar o fim de muitos comportamentos, de uma situação, mas não explica, não dá o futuro. Portanto, verifica-se um reforço na direção das diversas correntes da psicologia. Começa a estar "na moda" fazer psicoterapia para compreender a economia. Na Universidade de Gênova e de Milão, estudam-se as finanças comportamentais, ou seja, qual finança podemos prever analisando o comportamento".

Porém, de um ponto de vista científico, não basta criticar a premissa do homo economicus. É preciso encontrar o critério que possa dar fundamento à Economia.

O Utilitarismo[9]

Introdução

Epicuro, 341 a.C. - 271/270 a.C.

Considera-se que o pensamento utilitarista era já presente na filosofia antiga. Em particular, no pensamento de Epicuro e seus seguidores na Grécia antiga (hedonismo epicurista), mas também de Aristipo de Cirene (hedonismo cirenaico). Na Inglaterra, alguns historiadores indicam o Bispo Richard Cumberland, um filósofo moralista do século XVII, como o primeiro a apresentar uma filosofia utilitarista. Uma geração depois, Francis Hutcheson, com a sua teoria do "senso interior da moral" (moral sense) teve uma posição utilitarista mais clara. É sua a frase utilitarista "a melhor ação é aquela que busca a felicidade para o máximo possívei de indivíduos". Propôs também uma forma de "aritmética moral" para calcular as melhores consequências possíveis.

Utilitarismo é definido como a teoria ética em contraposição à ética de tipo deontológica, como aquela de Kant, e às teorias contratualistas, como aquelas de Locke, Hobbes e Rousseau. Difere radicalmente das outras teorias éticas que atribuem um carater bom ou mal a uma ação em dependência das motivações do agente, porque, segundo o Utilitarismo, é possível que uma coisa boa resulte de uma motivação não boa do indivíduo. A teoria utilitarista respondeu a algumas das principais críticas voltadas à teoria ética de Kant, concretamente, dando respostas ao problema das regras morais absolutas e aos problemas de conflitos, assim como ao problema de ausência de compaixão e afetividade na consecução de algumas de nossas ações.

O Utilitarismo pode-se definir como uma ética normativa com origens nas obras dos filósofos e economistas ingleses e escoceses do século XVIII e XIX. Jeremy Bentham, James Mill e John Stuart Mill, segundo os quais uma ação é moralmente boa se tende a promover a felicidade e, ao contrário, condenável, se tende a produzir infelicidade, considerada não apenas aquela do agente da ação, mas também de todos em relação a ele.

Hume

David Hume, 1711-1776

David Hume analisou a origem da virtude em termos da sua contribuição útil. Para Hume, o conceito de moral é definido como aquelas qualidades que são aprovadas: (1) para aqueles a quem elas ocorrem; e (2) por virtualmente todos. Hume se dispõe a descobrir o fundo mais amplo das aprovações. Esta base ele a encontra nos "sentimentos" e não nos "conhecimentos". As decisões morais baseiam-se no "sentimento moral". As qualidades devem ser avaliadas, seja por sua utilidade, seja por sua apetibilidade e, de todo modo, seja para quem as possui, sejam para os outros. O sistema moral de Hume tem por escopo a "a felicidade alheia" – sem qualquer fórmula do gênero "máxima felicidade possível para o máximo possível de indivíduos" – e "a felicidade da própria pessoa". Porém, a preocupação com os outros responde pela maior parte da sua moral. Segundo Hume, não existe um sumo bem ao qual o comportamento humano deva se conformar, nem mesmo idéias inatas ou absolutas, como veremos em Kant. A moral é um conjunto de qualidades aprovadas pela maioria das pessoas.

Jeremy Bentham

Jeremy Bentham, 1748-1832.

Jeremy Bentham ocupa um lugar importante, além daquele da história da legislação, também na história do pensamento ético por sua original expressão, organização e defesa do Utilitarismo. Educado inicialmente ao conservadorismo inglês, traducional e ortodoxo, Bentham teve da leitura de Hume a primeira revelaão do princípio do utilitarismo que se torna o centro de toda a sua concepção ético-jurídica. Não há, ele observa, no fundamento da conduta humana, quando ela não se deixa influenciar por preconceitos (pré-juízos), particularmente de ordem religioso, outro movente se não aquele da felicidade. O prazer e a dor inerentes ou conexos com as nossas ações é, no fundo, o verdadeiro e único motivo que as determina. Também aquela que se chama e se ouve dizer como "obrigação moral" não se concebe nem se explica de outro modo que como necessidade de por ou omitir uma ação porque ela serve ou é indispensável ao bem do indivíduo e da sociedade. Essa encontra igualmente a sua sanção principal nas danosas consequências que uma ação contrária à utilidade naturalmente comporta. O princípio utilitarista se torna, assim, ao mesmo tempo a base da moral e do direito e, por consequência, da legislação, a qual deve ser subtraída de normas teóricas do assim chamado "direito natural" e guiada unicamente pelo intento de realizar "a maior felicidade possível para o maior número posssível de indivíduos". Tal é a fórmula sintética do princípio da norma ético-jurídica, enunciada já por Beccaria, em quem Bentham se inspira.

Identificado assim o bem ético o útil e o mal com tudo o que prejudica à felicidade, a moral é concebida como um cálculo (que evoca o "cálculo dos prazeres", de Epicuro) do mais reais e frutífero interesse de todos. De fato, o interesse dos indivíduos, se bem entendido, está definitivamente em acordo com o interesse geral: e os limites que este impõe ao egoismo do momento são compensados pelo resultado final que é uma soma maior de felicidade. Bentham adentra-se então em uma sutil descrição dos motivos das ações, construindo tabelas extensas, e em uma análise minuciosa das várias classes de prazeres, tentendo determinar o seu respectivo aporte, imediato e mediado, à soma final da felicidade. Em geral, o prrazer deve ser considerado: 1) da parte do objeto, em sua intensidade, duração, certeza, acessibilidade, fecundidade, pureza (ausência de dor), extensão a uma multidão maior ou menor de indivíduos. 2) Com relação ao sujeito. O prazer, de fato, é relativo, por isso, no cálculo dos prazeres entram como fatores de decisão e escolha, todas as variantes ambientais e individuais. 3) Em seu aspecto social, posto que justamente o interesse privado é intimamente conexo com aquele geral. Um delito, por exemplo, deve ser visto não só no que de bem ou mal causa a quem o comete, mas em todas as ressonâncias que determina na sociedade, de dano, incerteza, medo etc.

Em relação ao este cálculo do valor quantitativo dos prazeres, que, para a maior parte das ações humanas já foi feito pela experiência dos séculos, za dei secoli, Bentham enuncia a norma concreta e universal da ação: se prevalece a soma do útil, e apenas então, a ação deve se realizar. A ética benthamiana, equivalente a uma técnica e uma aritmética do prazer e do útil, afasta-se, por este caráter, do hedonismo cirenaico - que se volta unicamente ao prazer atual e presente - com o qual até mesmo concorda na essência da redução da felicidade ao bem e gozo empírico. Nisso é considerado também o seu erro e a sua intrínseca insuficiência.

Indubitavelmente, Bentham, valorizando o princípio da utilidade, que é também parte integrante de um sistema geral de ética, soube dar um válido contributo ao direito e à sua codificação. Nisso deve-se considerar o aporte positivo. Além disso, muitas das suas conclusões estão e se sustentam independentemente dos princípios do Utilitarismo. Bentham (1748-1832) deu a formulação mais completa do Utilitarismo. Em seu "Fragmento sobre o governo", publicado aos seus apenas vinte oito anos, em 1776, retomando a idéia iluminista que na atividade política é preciso promover "o máximo bem para o máximo número de pessoas", propõe a demonstração que este escopo é exequível apenas com uma reforma política em sentido democrático. A sua obra maior, todavia, é "Introdução aos princípios da moral e da legislação" (1798), na qual ele se propõe a dar à moralidade e à política o caráter de ciência rigorosa. Elas, a seu ver, devem estar fundadas sobre a análise dos fatos. Entre eles, aquele fundamental é que "a natureza colocou a humanidade sob o governo de dois soberanos: a pena e o prazer". Portanto, o homem age "naturalmente" em vista do prazer, e tende a eliminar a dor, em todos os níveis do seu comportamento, seja aquele privado, que aquele social, econômico, político.

Para tanto, ele faz coincidir a sua felicdade com a satisfação do prazer. É preciso, então, fundar um sistema ético e uma doutrina política que se centrem no princípio da "busca do prazer", de modo que o comportamento ético do indivíduo e a ação política do legislador tenham um fundamento "natural", objetivo. Mas para que moral e política possam maximizar o prazer, é necessário que elas tenham um caráter científico, antes, o caráter das ciências matemáticas. Como isso é possível? Pode-se, de fato, indutivamente, montar uma tabela na quais estejam indicados os princípios da mensuração dos prazeres e dores, contendo uma classificação por espécie e uma catagolação das diversas sensibilidades individuais com relação a eles.

Relativamente à medida, Bentham especifica que o valor de um prazer é em relação aos seguinte elementos (já citados): intensidade, duração, proximidade, fecundidade (capacidade de produzir outros prazeres) e pureza (ausência de dores conexas). Em base a esta tabela, é possível proceder ao cálculo aritmético da relação prazer-dor em relação a uma determinada ação a cumprir. Por quanto se refere ao aspecto ético deste discurso, Bentham dá por equivalentes o bem e o prazer; a virtude, portanto, coincide com a natural busca da felicidade, mas enquanto guiada pelo cálculo racional com o qual o homem "regula" o egoismo e orienta a ação à obtenção dos prazeres mais plenos; ela se resolve na capacidade de mensurar e classificar prazeres e dores em relação à sensibilidade individual e às condições concretas nas quais se age, e de escolher em consequência. A moralidade de um comportamento não é determinada ou qualificada pelas intenções ou pelos ideais, mas por suas consequências: má é a ação que inibe ou limita a aquisição de um máximo prazer; por isso, não faz sentido, para Bentham, falar de "consciência" ou "senso moral", nem de "obrigação ética": estes, para ele, não são mais que "nomes vãos".

Quanto à atividade do legislador, ela será legítima se promovera máxima felicidade para o maior número de pessoas, em base à tabela supra indicada. A este escopo devem inspirar-se os seus poderes de promoção ou de limitação da atividade individual, não a valores absstratos. Os "direitos naturais" afirmados pela Revolução Francesa, diz Bentham, são conceitos vazios; o que seria, de fato, o próprio direito à liberdade? Se fosse um direito absoluto, a rigor, anularia por si o valor da norma de direito, porque esta comporta sempre uma limitação da própria liberdade. O escopo da ação política, portanto, não é a liberdade, mas a utilidade individual e coletiva, que é a única a poder constituir também o critério com o qual o legislador pode harmonizar liberdade e coerção. A atividade de governo deve, portanto, favorecer também no plano econômico, o egocentrismo, que não apenas é natural e ineliminável, mas também racional e desejável, porque a busca do útil individual é a condição primária da utilidade social e, portanto, da felicidade coletiva.

Diferentemente de Malthus e di Ricardo, Bentham não é, porém, favorável ao "laisser-faire" dos liberais mais desenfreados: o poder do governo, ele afirma, deve intervir com sanções legislativas para regular a liberdade individual em economia; objetivando coincidir o interesse privado com aquele público, deve promover e compensar as iniciativas econômicas que produzem o maior benefício para todos, e limitar ou penalizar as atividades que, nascidas ou conduzidas em vista do puro egoismo, diminuam o bem-estar coletivo. Deve porém ser dito que a sistemática concepção moral de Bentham, restrita aos estreitos limites do empirismo, não é capaz de salvar a norma ética do relativismo e, portanto, simplesmente, de conservá-la enquanto tal. Identificando o bem moral com o útil, não mais se reconhece, junto ao puro interesse, egoista ou social que seja, um valor superior universal de bem que valha por si mesmo e se imponha ao homem enquanto ser espiritual. A mesma imcompreensão Bentham demonstra nos confrontos da religião cristã e, depois, da religição em geral, discutida em base ao princípio utilitarisca é julgada como mais danosa que útil à humanidade. Suas idéias a este propósito foram desenvolvidas principalmente em "Analysis of Religion", publicada sob o pseudônimo de Ph. Beauchamp, em 1822.

Para Bentham, a filosofia não era uma questão de raciocínio abstrato e, se ele nunca chegou a formular uma complexa e revolucionária doutrina filosófica, foi sobretudo sob o estímulo de problemas extra-filosóficos, práticos e concretos, aqueles ligados à reforma da legislação na Inglaterra. Ele afirmava isso explicitamente, por exemplo quanto, falando da sua filosofia, dizia que suas definições e distinções "são longe de serem mera matéria de especulação". Elas, ao contrário, "são suscetíveis de aplicação mais ampla e constante seja ao discurso moral que à prática legislativa". O problema que acima de todos ele busca resolver pertence mais à jurisprudência que à filosofia, e é aquele de adequar o enferrujado sistema de leis da Inglaterra de seu tempo às novas relações sociais que se estavam delineando a partir da revolução industrial.

Apenas que o modo no qual resolveu este problema tem uma grande relevância filosófica, e faz amplo uso de uma reinterpretação da psicologia hedonista de derivação empirista (que extraiu principalmente de Locke e Hume), da nova consciência metóica das ciências exatas de seu tempo, e da aplicação da matemática à ciência social e à moral, em base à idéia da calculabilidade do bem, possibilitada justamente a partir da sua identificação com o útil do maior número de pessoas.

A ética de Bentham põe ao seu centro o problema da felicidade humana, na via de uma tradição que remonta à ética clássica. A ética é por ele definida como "a arte de dirigir as ações dos homens à produção da maior quantidade possível de felicidade para aqueles cujo interesse tem em vista". A felicidade é identificada com o prazer, sem diferenças qualitativas entre prazeres "nobres" e "baixos": a diferença pode ser apenas quantitativa, entre prazeres mais fortes e duradouros e outros, precários e passageiros (que são prazeres fugazes conexos a comportamentos viciosos). Cada um é livre para perseguir o que mais lhe dá prazer: a ética o orienta porém a um prazer que possa ser puro (sem mistura de dor) e duradouro. A homogeneidade qualitativa dos prazeres entre eles torna possível indicar com precisão científica, por meio do cálculo moral, os comportamentos que consentem criar a maior quantidade total de prazer, aquele "maior bem para o maior número" que era o critério última da moral de Bentham.

Toda essa produção de prazeres e felicidade tem em vista acima de tudo a própria felicidade, enquanto na ética benthamiana tem um papel central a virtude da prudência, que consiste na capacidade de fazer o próprio dever para consigo mesmo, em vista do próprio bem e do próprio interesse. ora, embora, segundo Bentham, os próprios interesse sejam os únicos que um homem possui adequados motivos para seguir - de acordo com a psicologia hedonista, segundo a qual o prazer é justamente o guia do homem em todas as suas escolhas conscientes - a moral lhe diz que ele deve levar em conta também os interesses diversos dos seus, por motivações certamente menos fortes que o seu próprio interesse, como a natural tendência à benevolência, e ao desejo de obter amizade e reputação. Assim universal é este mandamento da ética, que se volta à maximização do prazer, ao ponto de incluir até mesmo os animais.

Jeremy Bentham teve jovens intelectuais como discípulos, entre os quais o economista David Ricardo, James Mill e o jurista John Austin. Mais tarde, John Stuart Mill, filho de James Mill, defendeu o voto feminino, a deucação paga pelo Estado, entre outras propostas radicais para seu tempo, em base à visão utilitarista, ou seja, à implementação destas propostas eram essenciais à felicidade e ao bem-estar de todos, assim como a liberdade de expressão e a não interferência do Estado no comportamento dos indivíduos, desde que não afetem os outros indivíduos. O seu texto Utilitarianism, pubblicato nel Fraser’s Magazine (1861), é considerado uma excelente defesa da doutrina utilitarista e uma ótima introdução ao argumento, onde apresenta o Utilitarismo como ética, seja para o comportamento individual comum, seja para a legislação social.

James Mill

Discepolo di Jeremy Bentham, James Mill (1773-1836) - che fu padre del celebre John Stuart Mill - rimase saldamente fedele al maestro sia per quel che concerne le tesi politiche sia per quel che riguarda l'utilitarismo. Nella voce “Governo”, redatta nel 1820 per l’Enciclopedia Britannica, teorizzò la necessità e l’opportunità del “governo rappresentativo” espressione della volontà popolare. Nell'opera maggiore, Analisi dei fenomeni dello spirito umano (1829), riprese i temi dell'empirismo humiano, dando però al suo discorso un metodo positivistico; soprattutto da Hume riprese il principio dell’associazione con il quale spiegò, oltre che il procedimento logico del pensiero, anche la stessa vita morale. Il fatto fondamentale su cui si articola tutta la vita dello spirito è la sensazione; da essa derivano tutti i contenuti del pensiero; pertanto le idee non sono altro che copie delle sensazioni. E poiché le sensazioni vengono connesse secondo la legge dell'associazione, questa è anche la legge del pensiero razionale, cioè della connessione delle idee. Sicché come le sensazioni sono connesse per contiguità, cioè secondo lo spazio, e per continuità, cioè secondo la loro successione nel tempo, cosí, sul piano razionale, noi associamo le idee o per contemporaneità, in quanto le pensiamo legate insieme in uno stesso contenuto mentale, o per successione temporale, come nel caso di idee connesse nel rapporto causa-effetto. Come sul piano delle sensazioni, cosí anche su quello delle idee quando una determinata associazione si ripete con regolarità essa si stabilizza, al punto che, per abitudine, pensando la prima vi pensiamo collegata anche la seconda. Tuttavia per James Mill l’associazione tra le idee è pur sempre un fatto assolutamente mentale, che non implica di necessità la sua corrispondenza ad un’associazione reale tra le cose o tra le proprietà delle cose, cosicchè l'intera vita mentale dell'uomo è data dall’associazione delle idee, le quali altro non sono che immagini delle sensazioni, secondo la legge della continuità nel tempo e della contiguità nello spazio. In questo senso, l’associazionismo - avviato da Hume e radicalizzato da David Hartley - giunge con Mill all’apice. Sul principio dell’associazione è fondata anche la vita morale. Il desiderio di un piacere non è altro che l’idea di un determinato piacere; questa idea si accompagna a quella dell’azione adatta a procurarlo, secondo un'associazione che si è venuta stabilizzando sulla base dell’esperienza; sicché l'azione concreta non è che la traduzione sul piano del comportamento di questa seconda idea. Pertanto, dice Mill, non esiste il libero volere; ogni azione ha il suo movente necessario nell’idea del piacere ch'essa può procurare. Ciò, tuttavia, non significa che l’uomo si muove esclusivamente nella dimensione dell’egoismo. Infatti anche l’altruismo ha una sua spiegazione sulla base del principio d’associazione. Certo esso nasce pur sempre dall’egoismo; ma spesso constatiamo che il nostro piacere individuale è vincolato a quello di altre persone, e quindi che la ricerca del primo implica di fatto la ricerca del secondo; l’associazione costante tra i due piaceri a può indurre a ricercare quello degli altri come se fosse il nostro: ecco allora il comportamento altruista. E quando poi il nostro piacere perde valore in relazione a quello di altri, cioè quando si verifica l’assoluta prevalenza del fine secondario (piacere altrui) rispetto a quello primario e originario (piacere proprio), allora si è giunti al sacrificio. Gli esiti morali a cui perviene Mill sono affini a quelli cui era pervenuto Bentham: se correttamente intesa, la soddisfazione di impulsi egoistici si traduce in un'azione a carattere altruistico. In questo senso, ben si capisce come Mill potesse affermare che l’azione educatrice dell’uomo consista nel promuovere quelle associazioni di idee che mettano capo a un'azione utile e, viceversa, reprimere quelle determinanti azioni dannose. In quest’accezione, l'utilitarismo di Bentham e l'associazionismo di Mill vanno a nozze: occorre soprattutto diffondere l'associazione che spontaneamente s'instaura nella mente umana tra il piacere proprio e quello degli altri (in primis quello delle persone a noi più care).

John Sutart Mill

L’etica di John Stuart Mill é basata sull’utilitarismo mutuato da Bentham attraverso la mediazione del padre, James Mill. A fondamento della morale sta, anche per lui, il principio dell’utilità, cioè della massima felicità per il maggior numero possibile di persone. Mill rivendica come propria l’invenzione del termino “utilitaristico”, che però in realtà era già stato impiegato, anche se con un’accezione lievemente diversa, da Shaftesbury. Rispetto alle formulazioni di Bentham e del padre James, John apporta alcune importanti modifiche, insistendo in particolare sulla necessità di una determinazione qualitativa dei piaceri, in opposizione al calcolo puramente quantitativo di Bentham, in modo da garantire la superiorità dei piaceri intellettuali e morali su quelli puramente sensibili. Per quel che concerne la religione, Mill sostiene che essa sia riconducibile all'ambito dell'esperienza ed é perfettamente conciliabile con la conoscenza scientifica del mondo. L’ordine cosmico rinvenibile nel mondo, anche in base a considerazione scientifiche, presuppone infatti una causa intelligente che agisce in vista di uno scopo. Questo non vuol dire però che il fautore del mondo sia onnipotente: la presenza di un disegno nella creazione presuppone anzi la commisurazione dei mezzi al fine, e il necessario ricorso ai mezzi rivela, a sua volta, una limitazione della capacità creatrice. L’Essere da cui il mondo dipende deve essere piuttosto concepito come un Demiurgo finito: la sua potenza è limitata dalle sue intrinseche possibilità e dalla materia, da sempre esistente, sulla quale egli opera; già in Platone era presente l’idea che la materia fosse l'origine dell'imperfezione. Di conseguenza, gli uomini non possono attendersi ogni cosa dalla provvidenza divina, ma devono piuttosto collaborare con la divinità per il perfezionamento del mondo.

Mill è convinto che, accanto ai piaceri di natura fisica, ne esistano altri, spirituali e intellettuali: questi, almeno per il dotto, hanno intensità decisamente superiore rispetto ai primi. In questo modo, Mill abbandona la “quantificazione del piacere” (il piacere è quantificabile soltanto se riferito alla sensibilità) e arriva a sostenere apertamente la natura qualitativa dei piaceri. Anch’egli, come gli altri utilitaristi, è convinto che il motore dell’agire umano sia il piacere, inteso però in maniera qualitativa: viene così a cadere l’accusa di quanti liquidavano l’utilitarismo come mera riproposizione dell’etica epicurea. Su questa scia, Mill distingue attentamente tra “soddisfazione” (della quale si accontentano gli animali) e “felicità”, tipica degli uomini e caratterizzata da un senso di realizzazione implicante la soddisfazione di piaceri intellettuali. Mill critica Bentham accusandolo di non aver considerato i piaceri intrinsecamente, ma sempre solo per le loro conseguenze contingenti. L’introduzione dell’elemento qualitativo fa sì che la matematizzazione dei piaceri operata da Bentham sia impossibile: la conseguenza è che la valutazione dei piaceri qualitativamente intesi sfugge alla calcolabilità e al cognitivismo etico; l’utilitarismo dell’azione di Bentham cede il passo ad un utilitarismo della norma. Quest’ultimo mantiene il principio per cui le azioni devono essere valutate in base alle conseguenze, ma nella consapevolezza che, perché ciò sia possibile, si debbano impiegare regole accumulate tramite esperienze pregresse. Questa mossa teorica permette a Mill di difendersi dall’accusa tradizionalmente mossa all’utilitarismo, accusa secondo la quale esso sarebbe inapplicabile perché destinato a rimanere in un’insuperabile condizione di attesa di verifica delle conseguenze di ogni azione. Le norme con cui secondo Mill deve operare l’utilitarismo gli permettono di evitare le secche dell’attesa inattiva e, al tempo stesso, gli forniscono criteri operativi alternativi all’algebra dei piaceri. Queste norme sono, in definitiva, il risultato dell’esperienza che l’uomo ha storicamente fatto a partire dalla preistoria per arrivare fino ad oggi. Con l’utilitarismo delle norme diventa però difficile riconoscere quali siano le azioni positive, nella misura in cui il piano del piacere è passato al piano qualitativo e soggettivo e investe tutta un’esperienza storica. A questo punto, Mill introduce il senso del dovere come componente interna all’uomo che lo esorta ad agire in un determinato modo: è infatti il senso del dovere che fa sì che io valuti come positiva un’azione sulla base del patrimonio storico sedimentato nella mia coscienza. Tale senso del dovere non deve essere confuso con l’imperativo categorico kantiano, che prescinde dalle determinazioni storiche e ha un valore assolutamente aprioristico: il senso del dovere di cui dice Mill ha una sua storia, si basa sull’utile, proviene da un sentimento poggiante su tutte le esperienze passate tradottesi in dimensione coscienziale. In questo modo, Mill si sta avvicinando inaspettatamente al “sentimento morale” di Hutcheson, secondo il quale vi sono azioni che dispiacciono immediatamente al mio sentimento morale e vanno perciò incontro a una condanna morale.

Adam Smith

Se i primi contributi alla teoria utilitaristica furuno apportati da pensatori che possiamo ritenere più filosofi che economisti, in una seconda fasi dello svillupo della teoria economica, è sempre più evidente l’uso della matematica e la sostituizione degli iniziali problemi della scelta individuale, in senso generale, per il problema della scelta del consumatore e dell’equilibrio sui mercati.

Adam Smith (1723-1790), per molti il “padre” dell’economia moderna, fu uno dei maggiori rappresentanti della filosofia scozzese del Settecento. La prima opera di Smith, la Teoria dei sentimenti morali (1759), risente ampiamente della frequentazione di Hutcheson e di Hume. Il principio fondamentale della vita morale è infatti il sentimento della simpatia: gli uomini sono naturalmente portati a giudicare positivamente le azioni che contribuiscono alla socievolezza reciproca e negativamente quelle che la ostacolano. Questo giudizio riguarda non solo le azioni degli altri, ma anche le nostre proprie. Ciascuno di noi ha infatti uno “spettatore imparziale” dentro di sé , che gli consente di valutare le sue azioni con gli occhi degli altri, in base quindi dell’utilità che esse presentano per la sua persona, ma alla loro accettabilità dal punto di vista sociale. La stessa coscienza morale non è quindi per Smith un principio razionale interiore, ma, scaturendo dal rapporto simpatetico che l’uomo ha con gli altri uomini, presenta un carattere prevalentemente sociale e intersoggettivo. Il sentimento della simpatia permette così di introdurre un principio di armonizzazione nell'apparente conflitto tra gli impulsi sociali e quelli egoistici. Infatti la felicità di ognuno è possibile soltanto attraverso la realizzazione del bene degli altri. Un analogo principio armonicistico guida l’analisi dei processi socio-economici che Smith compie nel suo capolavoro, “Indagine sulla natura e le cause della ricchezza delle nazioni” (1776). Smith afferma che l’elemento propulsore di ogni attività economica è l’interesse individuale. Apparentemente, la comparazione di questi interessi descrive una condizione di aspra conflittualità sociale: gli imprenditori hanno interesse a pagare il meno possibile il lavoro dei loro operai e questi ultimi, viceversa, vogliono percepire il salario più alto possibile. Ma quando si considerino gli interessi individuali e i processi socio-economici cui essi danno luogo da un punto di vista generale, anziché particolare, si vede che essi trovano la loro armonizzazione nel tutto e conducono pertanto a un vantaggio generale da cui traggono profitto anche coloro che sono apparentemente più svantaggiati: ecco la “mano invisibile”. Per Smith, “se tutti fanno i propri interessi é ovvio che aumenterà in qualche misura la ricchezza collettiva e tutti godranno dei vantaggi, sebbene in misura diversa: é ovvio che chi investe guadagnerà di più del povero, ma tuttavia anche quest’ultimo avrà un incremento positivo di ricchezza”. Nella sua analisi, Smith scopre che quando l’individuo persegue il proprio interesse, egli spesso promuove quello della società, in modo più efficace di quando intende realmente promuoverlo . Quello che può essere considerato un vizio nel campo privato, ossia il fare i propri interessi, diventa una virtù nel campo pubblico. Quel che Smith essenzialmente intende mettere in luce è che, indipendentemente dalle motivazioni sottostanti il comportamento dei singoli individui, l’economia di mercato nel suo complesso riesce a funzionare in modo più o meno soddisfacente. I meccanismi di mercato operano come una “mano invisibile” che guida l’economia in modo da assicurare quel benessere materiale che è precondizione indispensabile per una vita civile. In questo modo Smith dà una precisa risposta a tre dibattiti che si intersecano nel XVIII secolo: quello sul diritto all’autodeterminazione individuale, almeno in campo economico, quello sugli effetti indesiderati dell’agire umano e quello sulle motivazioni degli individui.

Daniel Bernoulli

L’ipotesi della utilità atesa fu proposta da Daniel Bernoulli (1738) nella sua soluzione al famoso padarosso di San Pietroburgo, proposto nel 1713 dal suo cugino Nicholas Bernoulli. La soluzione di Daniel Bernoulli coinvolgeva due idee che solo molti anni doppo hanno cambiato l’economia: (i) che l’utilità delle persone verso la richezza, u(w), non ha una relazione lineare con la richezza (w), anzi che aumenta ad una tassa decrescente – la cosidetta idea dell’utilità marginale decrescente, u′(Y) > 0 and u′′(Y) < 0 (la derivata prima della funzione di utilità è positiva e la derivata seconda è negativa); (ii) che la valutazione di un evento in cui c’è un rischio non è il ritorno ateso di quell’evento, bensí l’utilità atesa di quell’evento. L’idea di Bernoulli sull’utilità marginale decrescente della richezza diventò un pezzo centrale della rivoluzione marginalista, all’interno del larovo di Jevons (1871), Menger (1871) and Walras (1874). L’ipotesi dell’utilità atesa di Bernoulli, salvo da pocche eccezioni (e.g. Marshall, 1890: pp.111-2, 693-4; Edgeworth, 1911), non fu veramente utilizzata sinno a quando John von Neumann e Oskar Morgenstern (1944) svilluparano la sua Theory of Games and Economic Behavior (teoria dei giochi e del comportamento economico). Marie Esprit Léon Walras (Francia, 1834-1910) fu l’economista francese ritenuto “padre” della prima formulazione completa della teoria di equilibrio economico generale. Professore all’Università di Losanna, in Svizzera, Walras è considerato il fondatore della scuola economica di Losanna che ebbe fama sotto la guida del suo discepolo italiano, l’economista e sociologo Vilfredo Pareto. Walras è stato uno dei tre capostipiti del marginalismo, in contrapposizione alla scuola classica dei primi economisti, anche se il suo scritto più importante: Elements of Pure Economics (1874), fu pubblicato tre anni dopo la dissertazione delle idee marginaliste di William Stanley Jevons e Carl Menger.

Leon Walras

Walras edifica una teoria del valore secondo la quale il principio per la determinazione dei valori di scambio (prezzi) è fondato sul concetto di utilità marginale (“rareté”), che Walras esprime in termini di unità fisica di uno di essi (“numéraire”). Per utilità marginale si intende l'utilità derivante dal consumo aggiuntivo di un’unità del bene in questione, e il suo valore si ottiene calcolando la derivata prima della funzione di utilità. La massimizzazione dell'utilità presuppone che un consumatore acquisti unità aggiuntive di un bene finchè l’utilità marginale è uguale a zero. Questo modello viene arricchito recependo da Cournot il calcolo infinitesimale ed applicandolo all’economia pura. In tal modo Walras arrivò a dimostrare come, in condizioni di concorrenza perfetta, è possibile determinare un sistema di prezzi d’equilibrio che comporta l’eguaglianza tra domanda ed offerta in tutti i mercati, nonché l’eguaglianza tra costo di produzione e prezzo di vendita per ciascun bene e per ciascun imprenditore. In tal modo, viene eliminato il mistero della “mano invisibile” in quanto non c’è n’è più esigenza: mentre in Smith e nei classici, l’equilibrio era determinabile in due stadi - il primo era costituito dalla dimostrazione dell’esistenza logica dell’equilibrio, il secondo dalla dimostrazione del modo per arrivarvi - con Walras i due stadi sono diventati uno solo: dato che la dimostrazione dell’esistenza logica dell’equilibrio incorpora anche come arrivarvi, la “mano invisibile” non è più necessaria.

Vilfrido Pareto

Vilfrido Pareto (Italia, 1848-1923), assieme a J. H. von Thünen, W.S. Jevons, C. Menger e L. Walras, è stato tra i maggiori rappresentanti dell’indirizzo marginalistico o neo-classico, in contrapposizione alla scuola classica dei primi economisti che ha in Adam Smith e in David Ricardo i suoi capostipite. A questa impostazione, fondata sul tentativo di trasferire nella scienza economica il metodo sperimentale delle scienze fisiche, con il conseguente uso delle matematiche, e che poi ha dominato lungo tutto il Novecento, si possono ricondurre concetti tipicamente paretiani come la curva della distribuzione dei redditi, il concetto detto poi di ottimo paretiano, le curve di indifferenza, il concetto di distribuzione paretiana.

Pareto ha sviluppato un tipo di analisi che si basa sullo sviluppo delle curve d'indifferenza, che partono (1) dal presupposto della rilevazione delle preferenze del soggetto economico, e (2) sulla convinzione che sia impossibile la misurazione dell'utilità e quindi del valore, proprio perché ogni individuo ha una sua personale scala di preferenze ed il valore di un bene è determinato dalla qualità di quel bene offerta sul mercato.

La curva d'indifferenza dimostra che, considerati due beni, esistono un certo numero di combinazioni quantitative di tali beni che sono egualmente desiderabili dallo stesso soggetto. L'illustrazione matematica e geometrica delle curve d'indifferenza modifica considerevolmente, nel senso di un loro ampliamento, i criteri suggeriti dai marginalisti per la soluzione del problema dell'impiego più utile delle risorse disponibili, rilanciando, così, il liberismo economico nella sua forma più sofisticata ed ancora oggi sostenuta dalle principali scuole capitaliste.

Dal marginalismo, e in particolare dagli sviluppi apportati da Pareto, viene fuori una metodologia utile, al di là dei regimi economici preferiti, ad affrontare problemi di remunerazione e di allocazione delle risorse. L’indice di Pareto è tuttora una misura delle ineguaglianze della distribuzione dei redditi. Tuttavia, negli ultimi decenni del secolo scorso, l’impostazione marginalistica, e quindi anche quella di Pareto, è stata soggetta a critiche stringenti, legate al conflitto tra teoria della scelta e teoria delle preferenze. Si è infatti obiettato che non sempre ciò che l’agente sceglie è ciò che egli preferisce, nel senso che l’agente economico non è quell’attore perfettamente razionale che l’approccio marginalista presuppone.

È proprio sul terreno delle costanti della natura umana e della razionalità dell’agente che avviene il passaggio di Pareto dall’economia alla sociologia. Lo studio statistico della distribuzione dei redditi gli aveva fornito una prima evidenza della stabilità della natura umana pur nel variare delle situazioni storico-geografiche. D’altra parte, l’osservazione del comportamento non solo economico, ma più generalmente sociale, lo portava a constatare come l’individuo sociale agisce solo raramente secondo una razionalità strumentale di mezzi adeguati al fine. A suo modo, Pareto anticipa la critica antimarginalista, ma invece di rispondervi restando nel recinto dell’analisi economica, passa a fondare quella che egli chiamava la “sociologia scientifica”.

Il punto di partenza di questa nuova sociologia che, secondo Pareto, né Auguste Comte né Herbert Spencer erano stati in grado di concepire, è che nella maggior parte dei casi, l’individuo sociale si comporta in maniera non logica, ovvero senza uno scopo apparente e, comunque, senza una chiara coscienza dello scopo perseguito. La sociologia scientifica dovrà allora spiegare quali sono le costanti del comportamento sociale non logico, e quali sono le caratteristiche e la funzione del discorso sociale. La sociologia di Pareto viene costituita da quattro grandi contrafforti: la teoria dell’azione non logica, la teoria dei residui e delle derivazioni, la teoria delle élites, la teoria dell’equilibrio sociale .

Richard Mervyn Hare

La crise dell’economia classica, arriva, non a caso, insieme alla crise dell’Utilitarismo stesso all’interno del pensiero etico. Uno degli esponenti di questa crisi dell’Utilitarismo è Richard Mervyn Hare (1919-2001). Autore di “Il linguaggio della morale” (1952), “Libertà e ragione” (1963) e “Il pensiero morale” (1981), Hare si è soprattutto posto il problema del significato e della razionalità del discorso morale. Secondo Hare, è necessario porsi il problema del significato delle nozioni morali, se non ci si vuole affidare solamente all’intuizione, che è meramente soggettiva; solo elaborando una teoria del significato dell’etica è possibile evitare il relativismo e sfuggire all’ammissione di una equivalenza tra tutti i discorsi etici.

Per capire il pensiero di Hare, è necessario soffermarsi brevemente su tre tratti tipici dell’utilitarismo: La riduzione è l’artificio di considerare tutti gli interessi, ideali, aspirazioni e decisioni sullo stesso piano, e tutti rappresentabili come preferenze, forse di diverso grado di intensità, ma per il resto da trattare nello stesso modo. Costante indispensabile di tutte le teorie utilitaristiche, la riduzione non è che il primo di tre importanti artifici dei quali l’utilitarismo si avvale per appianare, raffinare e localizzare il campo dal quale attingere i propri elementi sostanziali. Essa assume un’importanza fondamentale soprattutto nel contesto di quelle forme di utilitarismo che propongono come principio di utilità la massimizzazione dei benefici e la riduzione dei danni o a prevenire danno, dolore, male o infelicità alla parte il cui interesse è preso in considerazione: e se la parte è la comunità in generale, allora si tratterà della felicità della comunità. L’idealizzazione è l'artificio che consente di tener conto solo di quelle preferenze che rispondono a determinati requisiti, manipolando la nozione stessa di utilità alla quale si rivolge la scelta di un individuo. Interrogandosi sulla natura dei propri oggetti, lontano dalla tentazione di restringere arbitrariamente il campo di ciò che può dirsi una preferenza (interessi, ideali, aspirazioni…) e parimenti lontano dall’ostinarsi a considerare tali elementi come tutti assolutamente uguali, l’utilitarismo opta per una sorta di diversificazione qualitativa e riconosce di dover prendere in considerazione solo determinate preferenze. Si impone dunque la necessità di determinare un criterio per selezionare i fatti a cui prestare attenzione.

L'astrazione è l’artificio con cui il discorso si sposta dall’analisi del mondo e dei bisogni in esso contenuti alla ricerca di un luogo più o meno fisico nel quale poter rinvenire informazioni in merito agli elementi sostanziali dell’utilitarismo. I pensatori che si muovono all’interno di questa dottrina sono soliti caratterizzare il luogo di reperimento di queste informazioni come trascendente rispetto al mondo sociale. L’impossibilità di trattare tutte le preferenze allo stesso modo, la necessità di escludere addirittura dal calcolo determinate classi di preferenze (quelle cosiddette “antisociali”) hanno spinto la maggior parte degli utilitaristi a prediligere come luogo di reperimento dell’elemento sostanziale un individuo ideale, provvisto di alcune caratteristiche particolari (ad esempio, un livello altissimo di informazione, una conoscenza “arcangelica”) che fanno sì che le sue preferenze siano al di sopra di ogni sospetto e di ogni obiezione.

Hare si rifà piuttosto ad una concezione simile alla regola aurea veterotestamentaria “non fare a nessuno ciò che non piace a te”, e più ancora alla sua formulazione in positivo presente nei Vangeli “quanto volete che gli uomini facciano a voi, anche voi fatelo a loro: questa infatti è la Legge ed i Profeti”. In base a queste premesse, Hare è in grado di formulare il proprio principio di utilità nei seguenti termini: “ciò che il principio di utilità mi richiede è di fare per ogni individuo interessato alle mie azioni ciò che vorrei fosse fatto per me in circostanze ipotetiche in cui io fossi precisamente nella sua situazione; e se le mie azioni interessano più di un individuo (come accade quasi sempre) il principio mi richiede di fare ciò che vorrei, in tutto e per tutto, fosse fatto per me in circostanze ipotetiche in cui mi trovassi in tutte le loro situazioni (naturalmente, non nello stesso tempo, ma, come dire, in ordine casuale)”. Risulta evidente il legame tra principio di utilità e prescrittivismo universale: il richiamo alla possibilità di occupare casualmente tutte le posizioni delle parti eventualmente interessate dagli effetti della mia azione richiama da vicino la proprietà formale della prescrittività (che prevede la sottoscrizione dell’imperativo singolare rivolto a se stessi “fa x” allorché si sia enunciato il giudizio morale “si deve fare x”) e della universalizzabilità (secondo la quale dalla prescrizione “si deve fare x” discende l’ulteriore prescrizione “chiunque, in situazioni simile per gli aspetti rilevanti, deva fare x”).

In termini utilitaristici, la richiesta della riduzione di fare ciò che vorrei fosse fatto a me è intimamente collegato alla richiesta dell’idealizzazione di formulare giudizi di rilevanza sulla base della classe di fatti di cui s’è detto. Tale procedura implica una concezione dell’io secondo la quale sia possibile immedesimarsi il più completamente possibile con le preferenze (ed eventualmente con il dolore) delle persone interessate alle nostre azioni. Emerge subito una profonda divergenza tra Hare e l’utilitarismo: come s’è detto, l’Utilitarismo tende ad astrarre dalla concretezza e a trascendere l’individuo reale per reperire le proprie informazioni; Hare, all’opposto, è profondamente attento alla concretezza e ai fatti e ciò non deve stupire se si tiene presente l’ormai noto elemento descrittivo che fa capolino ogniqualvolta si parli di giudizi morali prescrittivi.

Se astrazione deve esserci, deve essere dunque limitata al campo delle preferenze, ovvero alla classe di fatti irrinunciabile per qualsiasi argomentazione morale. La concezione dell’io elaborata da Hare rappresenta un contributo fondamentale per comprendere i tre artifici nell'economia del suo pensiero. Egli ritiene che l’io sia un termine “non interamente descrittivo, ma in parte prescrittivo” e spiega: “identificandomi realmente o ipoteticamente con un’altra persona, io mi identifico con le sue prescrizioni. In termini più chiari pensare alla persona che sta per andare dal dentista come a me stesso significa avere ora la preferenza che egli non soffra come io penso che stia per soffrire. Nella misura in cui io penso si tratti di me stesso, precorro ora la medesima avversione che, secondo me, egli avrà”. La caratteristica prescrittiva del temine “io” permette di prendere a cuore il soddisfacimento delle preferenze dalla persona con la quale mi immedesimo; permette poi anche di evitare tanto l’altruismo (ovvero l’attribuire alle preferenze altrui un peso maggiore di quello attribuito alle nostre) quanto l’egoismo (ovvero l’attribuire alle nostre preferenze un peso maggiore di quello attribuito alle preferenze altrui). L’Utilitarismo si trova in crise a causa dalla contradizione nata tra queste due posizioni: da una parte, la necessità di astrazione e di generalizzazione richiesta dal rigore scientifico positivo; e dall’altra, la sfida dell’individuo concreto con i suoi problemi pratici.

Ecco la possibilità di un rinascimento dell’economia centrata nell’uomo concreto.

A função de utilidade econômica

Nei tempi Vitoriani, come abbiamo già visto, filosofi ed economisti discutevano vigorosamente sul concetto di “utilità”, come un indice del benessere generale di una persona. L’utilità si pensava come una misura numerica della felicità di una persona. Partendo da questa idea, era naturale il fatto che le persone scegliessero in modo tale a massimizzare la propria utilità, cioè essere il più felice possibile. Il problema di questo approccio era che gli economisti classici non riuscivano a descrivere come si dovesse misurare l’utilità, come associare alle diverse scelte quantità diverse di utilità (Bentham). Rimanevano aperte importanti questioni, come ad esempio, se l’utilità di una persona è diversa da quella delle altre o se l’utilità di una stessa persona varia nel tempo. A causa di questi problemi concettuali, gli economisti (J.S. Mill) hanno abandonato questo approccio dell’utilità come misura della felicità. Invece, tutta la teoria della microeconomia moderna si è formalizzata intorno al concetto di preferenze (Walras, Pareto) e l’utilità sarebbe soltanto un modo di descrivere queste preferenze. Le preferenze di una persona sono la descrizione fondamentale che serve per analizzare le scelte, e l’utilità è un modo semplice per descrivere le preferenze. Gli economisti hanno saltato il problema focalizzando sulla determinazione dell’utilità relativa tra le diverse possibilità di scelta, cioè il ‘quanto’ di utilità veramente non importava, ma soltanto se quella scelta, relativamente alle altre, aveva una utilità più alta. Originalmente, le preferenze furono definite in termini di utilità: per dire che un insieme (x1, x2) era preferito ad un altro insieme (y1, y2), si diceva che l’insieme ‘x’ aveva una utilità più alta che l’insieme ‘y’. Una funzione di utilità è un modo di rappresentare numericamente ogni possibile scelta in modo tale che le scelte più gradite ricivono cifre più altre che le scelte meno gradite . Cioè, un insieme (x1, x2) viene preferito all’insieme (y1, y2) se e soltanto se l’utilità di (x1, x2) è maggiore che l’utilità di (y1, y2). Gli economisti indicano questo matematicamente dicendo, (x1, x2)  (y1, y2) se e soltanto se u(x1, x2) > u(y1, y2). Allora, per gli economisti, importante nella funzione di utilità è come essa ordina le diverse possibilità di scelte. La quantificazione della funzione di utilità è importante sollo inquanto essa ordina le diverse possibilità di scelta. La diferenza quantitativa in termini di utilità tra due scelte non è ritenuta importante. A causa di questa enfasi nell’ordinamento delle scelte, questo tipo di utilità viene detta utilità ordinale. Per esemplificare numericamente il quanto detto, consideriamo tre modi diversi di rappresentare l’utilità di tre possibili scelte. In questo esempio, il soggetto preferisce A che B e B che C. In tutti i modi indicati, abbiamo funzioni di utilità valide che descrivono le stesse preferenze perché tutte attribuiscono a A un numero maggiore che a B, e a B un numero maggiore che a C.


Scelta U1 U2 U3 A 4 23 1 B 2 11 -1 C 1 0,5 -10

Siccome soltanto l’ordine importa, no c’è un solo modo di attribuire utilità alle scelte. Se riusciamo a trovare un modo di attribuire numericamente l’utilità alle scelte, possiamo trovare un numero infinito di modi di farlo. Se u(x1, x2) rappresenta un modo di attribuire numericamente l’utilità alla scelta (x1, x2), allora moltiplicando u(x1, x2) per 10 (o per qualsiasi altro numero positivo), avremmo un altro modo di rappresentare l’utilità. In fatti, attraverso qualsiasi ‘trasformazione monotonica’, cioè attraverso qualsiasi trasformazione matematica che preserve l’ordinamento dei numeri, avremo una rappresentazione valida. Geometricamente, secondo i concetti classici di economia, una funzione di utilita è un modo di etichetare le curve di indifferenza (Pareto). Ogni scelta all’interno di una curva di indifferenza deve avere la stessa utilità, allora possiamo intendere una funzione di utilità come un modo di attribuire cifre alle diverse curve di indifferenza in modo tale che le curve più alte ricivono cifre più alte. Da questo punto di vista, una trasformazione monotonica è soltanto un modo diverso di etichetare le curve di indifferenza. Le etichete possono variare, però rappresentarano le stesse preferenze. Ci sono anche teorie che attribuiscono un significato alla cifra dell’utilità. Queste sono conosciute come teorie della utilità cardinale. In queste teorie il ‘quanto’ di differenza di utilità tra due scelte assume una sua significanza. Il modo più semplice di sapere se un soggetto preferisce una scelta verso un’altra semplicemente chiedendolo e verificando la sua scelta. Allora, sapiamo come attribuire un’ordine alle diverse scelte possibile, semplicemente attribuendo una utitilà maggiore alla scelta preferita a quella non preferita. Qualsiasi modo di attribuire che rispette questo principio, sarà una funzione di utilità. Cosí, dicono gli economisti, abbiamo un criterio per determinare se una scelta ha una utilità più alta che un’altra per un soggetto. Però, come mai possiamo dire che una persona preferisce una scelta tre volte di più che un’altra? Si potrebbe proppore diverse definizioni per questo modo di rappresentazione. Ad esempio, se un soggetto è disposto a investire – soldi, tempo, sforzo, ecc – tre volte di più nella scelta A che nella scelta B (ecco che rientra il concetto di volontà). Secondo gli economisti, non c’è niente sbagliato con questi definizioni, ogniuna darrebe luogo a un modo di attribuire livelli di utilità nei quali le cifre avrebbero una sua significanza operativa. Pero, secondo le loro analisi, manca un criterio per poter affermare in modo convincente che quel modo di attribuire l’utilità interpreta in modo univoco quello che il soggetto asserisce. Cioè il criterio per misurare il ‘quanto’ il soggetto preferisce A che B, non si può dire che sia o solo i soldi, o solo il tempo, o solo lo sforzo, e via di seguito, che lui è disposto a investire nella scelta A o B. Anche se si potesse trovare un modo di attribuire cifre con significato, secondo gli economisti classici, quale vantaggio ci sarebbe nel descrivere questo comportamento? In fatti, affermano gli economisti, per sapere se una scelta o un’altra verrà fatta, dobbiamo sapere soltanto quale alternativa il soggetto preferisce, cioè quale ha la maggiore utilità. Il sapere ‘quanto’ maggiore è l’utilità, non aggiungerebe nessun vantaggio alla descrizione delle scelte. Quindi, secondo l’economia classica, una funzione di utilità cardinale non è necessaria e, tra l’altro, manca un criterio che sia convincente per fare l’attribuizione dell’utilità alle diverse scelte. Gli economisti, allora, utilizzano un framework tutto basato sulla funzione di utilità ordinale. La domanda che gli economisti finno ad oggi si pongono è questa: “siamo veramente sicuri di sapere attribuire un’ordine di utilità alle diverse scelte di un soggetto?”. Quello che loro hanno verificato è che molte volte, non tutte le preferenze si possono rappresentare attraverso una funzione di utilità. Per esempio, se un soggetto ha delle preferenze dette intransitive in modo tale che A  B  C  A. Allora, una funzione di utilità per queste preferenteze dovrebbe essere costituita da cifre u(A), u(B), e u(C) tali che u(A) > u(B) > u(C) > u(A). Ma questo, da un punto di vista logico, non è possibile, è contraditorio. Se invece eliminiamo i casi di preferenze intransitive, risulta che si potrà tipicamente trovare una funzione di utilità che rappresente quelle preferenze. Ecco il dilemma che ha messo in crisi tutta l’economia. Questa si basa sul concetto di homo economicus, e cioè un uomo che sceglie razionalmente. Per homo economicus si intende che l’uomo sceglie in modo a massimizzare la sua utilità, e questo pressupone che lui sia motivato dal suo egoismo e che scelga in modo razionale. Però, attraverso una attenta analisi, si è verificato che questa premessa non sempre è vera, cioè molte volte l’uomo non sceglie in modo razionale e tanto meno in proprio vantaggio. In altre parole, la misurazione diretta dell’utilità, secondo gli economisti, dipende da variabili soggettive, essendo difficile da cogliere. Le preferenze invece sarebbero più facile da cogliere, basterebbe chiederle, però l’economia è stata messa in crisi perche gli uomini non scelgono in modo razionale né egoistico, non scelgono in modo a massimizzare la loro utilità. Secondo il punto di vista ontopsicologico, l’errore non sta nell’economia in sé. Bisogna trovare quello che all’inizio i filosofi e gli economisti cercavano. Bisogna capire ‘il dietro’ della scelta, come l’uomo arriva a quelle scelte, e se sono sbagliate, perche l’uomo non sceglie il suo vantaggio, se questo si deva attribuire ad una incapacità innata dell’uomo, o se ad altri fattori. Se cerchiamo di risolvere il problema nell’ambito delle preferenze, non lo risolveremo mai, perche queste sono gia fenomenologia, sono gia il risultato, il doppo di un processo. L’oggetto vero e proprio di questa ricerca si rivolge allora all’uomo. Se l’uomo possiede un criterio per scegliere in modo a massimizzare la sua utilità, quale possa essere questo criterio. Se si capisce l’uomo, se si trova questo criterio, allora si risolve tutta l’economia.

Teorias econômicas da escolha individual

Un aspetto senzaltro particolare della teoria economica è che questa vuole modellare l’attività economica come l’interazione tra agenti economici individuali nella ricerca dei suoi interessi privati. Per questa ragione in genere si inizia lo studio della microeconomia attraverso l’analisi del processo della scelta individuale. Il punto di partenza per qualsiasi problema di scelta individuale è, matematicamente, un insieme di alternative possibile e mutuamente esclusive, dai quali il soggetto deve fare la sua scelta. Possiamo denotare questo insieme di alternative astrattamente per X. Questo insieme può essere qualsiasi cosa. Ad esempio, il soggetto bisogna scegliere la sua carriera, allora le alternative in X possono essere {diritto, economia, business, mucisa, ecc}. Ci sono tipicamente due approcci per modellare il comportamento individuale di scelta. Il primo tratta dei ‘gusti’ della persona secondo una relazione di preferenza, cioe come una caratteristica primitiva dell’individuo. Questa teoria viene svillupata imponendo assiome di razionalità sulle preferenze del soggetto che decide e poi analizzando le conseguenze di queste preferenze per il suo comportamento di scelta, cioè attraverso le decisione fatte. Questo approccio, basato sulle preferenze, è il più tradizionale ed è quello che gli economisti più enfatizzano. Il secondo approccio tratta il comportamento di scelta dell’individuo come un’aspetto primitivo e prossegue con delle premesse fatte direttamente su questo comportamento. Una premessa centrale di questo approccio, l’assioma fraco della preferenza rivelata, impone un elemento di consistenza nel comportamento delle scelte, in un certo senso facendo paragone alle premesse di razionalità dell’approccio basato nelle preferenze. L’approccio basato sulla scelta ha molte attrativi perche lascia spazio, al meno in principio, per forme più generale di comportamenti individuali che quelli possibili nell’approccio basato nelle preferenze. Esso fa anche ipotesi su oggetti che sono direttamente osservabili (il comportamento di scelta), e non tanto su oggetti che non sono direttamente osservabili (le preferenze). Forse la cosa più importante su questo secondo approccio per gli economisti sia il fatto che la teoria della decisione individuale non abbia bisogno di basarsi su processi di introspezione ma possono avere una fondamentazione puramente comportamentale.

Aproche baseado nas preferências

Nell’approccio basato sulle preferenze, gli obbietivi del soggetto che decide possono essere rappresentati in una relazione di preferenza, che gli economisti denotano per . Tecnicamente  è una relazione binaria nel insieme degli alternative X, la quale permette di fare comparazioni tra le alternative x, y  X. Se si mette sotto il sibolo “” il simbolo “~” allora si legge “x è buono almeno tanto quanto y”. Da questo deriviamo due importanti operazioni per gli economisti: i. La relazione di preferenza stretta, x  y, viene definita per “x è preferito a y”; e ii. La relazione di indifferenza, x ~ y, definita come “x è indifferente a y”. Nella teoria microeconomica, le preferenze vengono ritenute razionali. L’ipotesi della razionalità viene formalizzata da due premesse di base sulle relazioni di preferenza: completezza e transitività. La completezza dice che l’individuo ha preferenze ben definite tra due possibile alternative. La forza di questa premessa non va sottovalutata. L’introspezione rileva molto velocemente quanto è dificile per l’uomo valutare alternative nell’esperienza comune. Ci vuole molto lavoro e seria riflessione per capire le preferenze di un soggetto. La premessa della completezza asserisce che il compito della valutazione è stato fatto, cioè il soggetto fa decisioni su cui ha meditato. La transitività è anche una premessa forte, e riguarda il cuore del concetto di razionalità. La transitività implica che è impossibile che il soggetto, di fronte ad una serie di alternative, abbia preferenze che vanno in modo circolare. Per esempio, A  B  C  A. Nella stessa maniera che la premessa della completezza, molte volte la premessa della transitività è dificile di soddisfare quando il soggeto valuta alternative di esperienza comune. Quando paragonata alla proprietà della completezza, la premessa della transitività è ancorra più fondamentale, nel senso che molto della teoria economica non sopraviverebbe se non si potessi assumere che gli agenti economici hanno preferenze transitive. Le preferenze di un soggetto possono non soddisfare la proprietà della transitività per una serie de motivi. Una delle difficoltà sorge a causa del problema delle differenze solo leggermente percetibili. Per esempio, se chiediamo ad un soggetto di scegliere tra due tonalità molto prossime di uno stesso colore, può darsi che, non essendo in grado di differenziarle, sia indiferente. Si può continuare in questa maniera progressivamente verso i colori più scuri e la persona può continuare indiferente. Alla fine, presentandosi il primo e l’ultimo colore, il soggetto riesce a dire la differenza e preferirebbe uno di queste. Questo provocherà una intransitività. Le decisioni intransitive possono anche essere capite come la manifestazione del mutamento del gusto nel tempo. Ad esempio, un fummatore può preferire avere una cigaretta al giorno che non avere nessuna, e può allo stesso tempo preferire non fummare a fummare pesantemente ogni giorno. Una volta che fumma una cigaretta al giorno, il suo gusto può cambiare e il soggetto può voler averne altre. Formalmente si può dire, y è l’abistinenza, x il fummare una cigaretta al giorno, e z fummare pesantemente. La situazione iniziale del soggetto è tale che x  y  z. Ma una volta che x viene scelto, e c’è un cambiamento della situazione attuale del soggetto da y a x, le sue prefferenze cambiano per z  x  y. Cosí, apparentemente abbiamo una intransitività: z  x  z. Questo modello viene chiamato nella letterattura di mutamento dei gusti e fu studiato da alcuni autori .

Aproche comportamentista

Nel secondo approccio alla teoria della scelta, il comportamento decisionale in se stesso viene ritenuto come l’oggetto primitivo della teoria. Formalmente, il comportamento di scelta è rappresentato per mezzo di una struttura decisionale. Una struttura decisionale (B , C(•)) consiste da due igredienti: (i) B è una familia (un insieme) di sub-insiemi non vuoti di X; cioè, ogni elemento di B è un insieme B  X. Per analogia con la teoria microeconomica classica, chiamansi gli elementi B  B insieme di budget. Questi insiemi di budget in B devono essere pensati come una lista esauriente di tutte le esperimenti di scelte quali la situazione istituzionale, fisica o altre situazioni sociale restritive possono porre al soggetto che deve decidere. B non contiene, però, tutte le possibile sub-insiemi di X. (ii) C(•) è una regola decisionale (tecnicamente è una corrispondenza) che attribuisce un sub-insieme non vuoto di elementi scelti C(B)  B per ogni insieme di budget B  B. Quando C(B) contiene uno solo elemento, questo elemento è la scelta individuale tra le alternative di B. L’insieme C(B) può, però, contenere più di uno elemento. Quando questo accade, gli elementi di C(B) sono le alternative in B tra le quale il soggetto può scegliere; cioè, quelle sono le sue alternative accettabile in B. In questo caso, l’insieme C(B) può essere pensato come contenente di quelle alternative che in realtà veranno scelte se il soggetto, ripettutamente, affrontasse il problema di scegliere una delle alternative dell’insieme B. Quando usiamo le strutture decisionali per modellare il comportamento individuale, in genere vogliamo imporre certe restrizioni “ragionevole” che riguardano il comportamento decisionale del soggetto. Una di queste premesse importanti è l’assioma debole della prefferenza rivelata, suggerito per la prima volta da Samuelson (1947), cui riflette l’aspettativa che le scelte osservate di un soggetto presenterano una certa consistenza. Ad esempio, se un soggetto sceglie l’alternativa x (e solo quella) quando affronta la scelta tra x e y, dobbiamo essere sorpresi di vedere che scelga y quando affronterà la scelta tra x, y e una terza alternativa z. L’idea è che la scelta di x quando di fronte alle alternative {x,y} rivela una inclinazione alla scelta di x a y, la quale si dovrebbe riflettere nel comportamento del soggetto quando affrontera le alternative {x,y,z}. I rapporti tra le Relazioni di Preferenze e le Regole Decisionali possono essere cosí riassunti: (i) Se un soggetto che decide ha un’ordinamento razionale delle sue prefferenze, le sue decisioni, quando affronta scelte all’interno degli insiemi di budget B necessariamente genera una struttura decisionale che rispetta l’assioma debole. (ii) Se il comportamento decisionale di un soggetto per una familia di insiemi di budget B è descrito da una struttura decisionale a (B , C(•)) che rispetta l’assioma debole, non ci sarà necessariamente una relazione di prefferenze razionale consistente con queste scelte. La seconda proposizione è valida nel caso speciale in cui la scelta viene definita per tutti i sub-insiemi di X, il quale purtroppo è un caso molto ‘speciale’ per l’economia. In molte situazioni di interesse econômico, come ad esempio nella teoria della demanda dei consumatori, la scelta è definita soltanto per alcuni tipi di insiemi di budget. In questi insiemi, l’assioma debole non esaurisce le implicazioni delle scelte razionali.

A teoria da racionalidade limitada

L’essenza dell’approccio dei critici della premessa del homo economicus, come abbiamo già visto nell’approccio comportamentista, è modellare il comportamento non razionale dell’uomo attraverso diverse ipotesi. La teoria della razionalità limitata di D. Kahneman e A. Tversky propone nuove modelli per capire l’utilità economica secondo alcune situazioni da loro studiate in cui le premesse classiche del homo economicus non sono sperimentalmente verificabili. Queste situazioni sono praticamente tre: 1º l’influenza di euristiche sul giudizio umano; 2º scelte sotto condizioni di rischio; e 3º effetti d’inquadramento o “framing effects”.

A influência de heurísticas sobre o juízo humano

Kahneman e Tversky hanno osservato che in molte situazioni che involvono giudizi economici e probabilistici, il giudizio umano usa certi scorciatoie o euristiche, le quali molte volte sono sistematicamente e inconsciamente devianti. Molto imporanti nel loro lavoro sono due concetti-chiave che sono diventati centrali nella psicologia sociale-cognitiva negli ultimi deceni: la nozione che i pensieri variano secondo una dimensione di accessibilità – cioè alcuni pensieri vengono alla mente più facilmente che altri – e la distinzione tra i processi dell’intuizione e dei pensieri volontari. L’intuizione, secondo il loro lavoro, sono pensieri e prefferenze (scelte) che vengono alla mente in maniera veloce e senza molta riflessione. Loro hanno condotto ricerche secondo l’idea che i giudizzi intuitivi occuppano una posizione – forse corrispondente nella storia evolutiva dell’uomo – tra le opperazioni automatiche della percezione e le opperazioni voluntarie della raggione, e hanno studiato i giudizzi statistici dei ricercatori della statistica (1971), osservando che i giudizzi intuitivi di questi esperti non erano in conformità con i principi statistici che loro conoscevano con padronanza e anche che le stimative che loro facevano dimostravano una mancanza di sensibilità agli effeti della dimensione del campeone, cioè, c’era una discrepanza persistente tra “intuizione statistica” e “conoscenza statistica”. La loro ricerca mette a fuoco “gli errori dell’intuizione”. La distinzione tra intuizione e ragione è un topico di notevole interesse tra i ricercatori della psicologia cognitiva e tra di loro ha una ragionevole concordanza per quanto riguarda i due tipi di processi cognitivi, il quale Stanovich e West denominarano Sistema 1 e Sistema 2.





Figura 1: La visione dei due sistemi proposta da Stanovich e West. Le opperazioni del Sistema 1 sono veloci, automatiche, senza sforzo, associative e difficile di controllare o modifficare. Le opperazioni del Sistema 2 sono lente, seriale, richiedono sforzo e sono volontariamente controllate; sono anche relativamente flessibile e potenzialmente basate in regole. Le caratteristiche opperative del Sistema 1 sono simili a quelle dei processi percettivi. Da altra parte, le opperazioni del Sistema 2 non stano vincolate al processamento degli stimuli attuali. Giudizzi intuitivi tratano concetti e percezzioni, e possono essere evocati dal linguaggio. Secondo questi ricercatori, il sistema delle percezzioni e le opperrazioni intuitive del Sistema 1 generano impressioni dagli attributi di oggetti della percezzione e del pensiero. Queste impressioni non sono volontarie e non hanno bisogno di essere esplicitamente verbalizate. Invece, ragionamenti sono sempre espliciti e intenzionali, essendo o meno espressi oralmente. Quindi, il Sistema 2 è coinvolto con tutti i ragionamenti, siano originarie da impressioni o dal ragionameno volontario. La targa ‘intuitivo’ si applica ai giudizzi che diretamente rifletono impressioni. Come in diversi altri modelli dual-process, una delle funzioni del Sistema 2 è quella di monitorare la qualità delle opperazioni mentali e comportamenti espressi (Gilbert, Stanovich, West) . Nei loro termini, i giudizzi espliciti che le persone fanno (verbalizati o meno) sono endossati, al meno passivamente, dal Sistema 2. Kahneman e Frederick (2002) propongono che questo monitoraggio sia abastanzza leggero e che esso permette l’espressione di molte giudizzi intuitivi, tra cui quelli “sbagliati”. Per capire meglio il loro concetto, portiamo un esempio di test applicato per studiare questo processo cognitivo di auto-monitoraggio. “Una racchetta e una pallina di tenis costano €1.10 in totale. La racchetta costa €1 in più dalla pallina. Quanto costa la pallina?” Praticamente tutti all’inizio riportano una tendenza a rispondere “10 centesimi” perché la summa €1.10 si suddivide naturalmente tra €1 e 10 centesimi, e 10 centesimi sembra aver la giusta proporzione. Studente di diverse importanti università derano questa risposta sbagliata, avendo, quindi, dato una risposta senza verificarla. Secondo questi ricercatori questo può dimostrare la leggerezza del monitoraggio che il Sistema 2 fà soppra il Sistema 1, e anche che le persone non stano abituate a pensare con sforzo e in genere sono soddistate con la prima risposta che li viene in mente.


Escolhas sob condições de risco

All’interno del lavoro di Kahneman e Tversky, la teoria della utilità attesa, proposta nel 1738 da Daniel Bernoulli viene criticata inquanto modello decisionale sotto condizioni di rischio, e viene modificata verso un modello alternativo, chiamato “prospect theory”. Secondo questa teoria, le scelte sotto condizioni di rischio appresentano diversi effetti che sono inconsistenti con le premesse della teoria dell’utilità attesa. In particolare, le persone sottovalutano i risultati che sono soltanto probabili quando paragonati con i risultati che sono ottenuti con maggior sicurezza. Questa tendenza, chiamata da loro di “effetto della certezza”, contribuisce all’avversione al rischio in scelte che coinvolgono guadagni sicuri contro le scelte che implicano in cercare alternative in cui sicuramente c’è rischio. Innoltre, le persone in genere riggettano le componenti che sono comuni a tutte le alternative sotto considerazione. Questa tendenza, da loro chiamata “effetto dell’isolamento”, porta anche a preferenze inconsistenti da quando le stesse scelte vengono presentati in modo diverso. Loro hanno allora svillupato una teoria alternativa della scelta individuale, in cui il valore viene attribuito ai guadagni e perdite anziché alle alternative stesse; anche le probabilità vengono sostituite da parametri di ponderazioni su ogniuna delle scelte possibili. La funzione risulta normalmente “concava” per i guadagni e, in genere, “convessa” per le perdite, essendo anche più inclinata per le perdite che per i guadagni. I fattori di ponderazione delle scelte sono in genere più bassi che le rispettive probabilità, eccezione fatta al tratto di bassa probabilità. La soppravalutazione delle probabilità più basse contribuisce con l’attrattività della sicurezza e del gioco. La base psicologica della prospect theory è questa: le percezioni dell’uomo sono dipendenti da riferimenti, cioè gli attributi di uno stimolo focale riflete il constrasto tra quello stimolo e il suo contesto di stimoli, precedenti e simultanei. Cioè il valore di riferimento al quale la stimolazione attuale è paragonata influenzia la storia della adattazione agli stimoli precedenti. Analogamente, Kahneman e Tversky aspettavano che la valutazione di scelte sotto rischio fossero anche dipendenti da riferimenti. Loro hanno poi osservato che la dipendenza da riferimenti porta delle incompatibilità con la teoria dell’utilità attesa, la qualle finno ad oggi è la teoria prevalente per quanto riguarda la scelta sotto rischio. Secondo la loro analisi, il problema del modello di Bernoulli è proprio non considerare la dipendenza delle riferenze, cioè il modello di Bernoulli considera che l’utilità di uno stato di richezza non dipende dalla richezza iniziale del soggetto. Questa premessa sarebbe contraria al principio della percezione. L’analogia col principio della percezione suggerisce che i determinanti dell’utilità attesa dovrebbero essere le variazioni – guadagni e perdite – e non lo stato assoluto di richezza. Questa ipotesi fu riscontrata attraverso diversi sperimenti condotti dagli autori della prospect theory. L’ipotesi dell’utilità attesa può essere così rappresentata: se l’azione a induce probabilità pi su diversi livelli di richezza wi, e l’azione b induce probabilità qi, allora il soggetto che decide strettamente preferisce a che b, se o soltanto se: i pi u(wi)  i qi u(wi) Invece, la prospect theory introduce l’ipotesi dell’esistenza di due funzioni  e , tali che il soggetto che decide strettamente preferisce a che b, se e soltanto se: i  (pi) (wi)  i  (qi) (wi) dove wi = wi - wo è la variazione della richezza del soggetto in rapporto al punto di riferimento wo (il quale può essere sia la ricchezza iniziale, sia quella desiderata). Ci sono tre differenze tra i due modelli. La prima è che il soggetto non è preocupato con il livello di richezza per se, però con la sua variazione, cioè guadagno o perdita in rapporto allo status quo. La seconda differenza riguarda il valore della funzione . Questa funzione è concava nel guadagno e convexa nella perdita, e presenta sensitività decrescente a variazioni in entrambi le direzioni, avendo un punto di discontinuità nel “zero”. Nella teoria classica, questa funzione è ritenuta continua e sempre concava. La terza differenza è la funzione di ponderazione della scelta, , la quale è una trasformazione delle funzioni di probabilità obbiettive p e q. Questa funzione è monotonamente crescente, con delle discontinuità a 0 e 1, in modo tale che dà maggiore peso alle piccole probabilità e sottovaluta le grosse probabilità. Il formato di queste funzioni viene sotto illustrato.

Figura 2: Il formato delle funzioni e p della “prospect theory”.


Framing effects

Un’altro problema potenziale sorge quando la maniera in cui le alternative sono presentate importano nella scelta. Questo è conosciuto come il problema di framing. Vediamo un esempio da Kahneman e Tversky (1984): un soggetto sta per comperare un sistema audio per € 125 e una calcolatrice per € 15. Il commerciante dice che la calcolatrice è in vendita in un’altra filiale dell’azienda 20 minuti lontana dali. Il sistema audio costa lo stesso. Lui andrebbe all’altra filiale? Risulta che la frazione che risponde che andrebbe all’altra filiale è maggiore che se spostiamo lo sconto di € 5 al sistema audio. È cosí anche se lo scoveniente sia lo stesso in entranbi i casi. Kahneman e Tversky attribuiscono questo al fatto che gli individui mantengono “conti mentali” in cui il risparmio in ogni caso viene comparato al prezzo originale del rispettivo prodotto. In fatti, si aspetterebbe come risposta l’indifferenza. A causa di un problema di mancanza del prodotto in una filiale, il soggetto deve andare un’altra filiale, però ricivera uno sconto di € 5 in uno dei prodotti come compensazione. È importante su quale prodotto lo sconto viene applicato? Se la risposta è “sí”, questo va contro la transitivita e possiamo rappresentarlo cosí: x = andare all’altra filiale e ricivere uno sconto di € 5 nella calcolatrice. y = andare all’altra filiare e ricivere uno sconto di € 5 nel sistema audio. z = comperare entrambi prodotti nella prima filiale. Le prime due scelte dicono che x  z e z  y, però l’ultima scelta rivela che x ~ y. Molti di questi problemi di framing sorgono quando un soggetto deve affrontare scelte tra alternative che hanno risultati incerti. Kahneman e Tversky (1984) provedono una serie di altre interessanti esempii. I framing effects possono anche essere ennunciati in modo diverso, cioè “a seconda di come il soggetto percepisce uno stesso problema, variano le sue scelte, anche se il problema in sé è lo stesso”.

A crise da Economia e o papel da Psicologia

Come abbiamo documentato, l’economia stà toccando i propri limiti e camina verso la psicologia. In essenza: l’economia non è una scienza esatta e dipende da variabili psicologiche. Il punto cardine di contatto tra la ricerca economica e la psicologia è l’analisi del processo della scelta individuale degli agenti economici. Il ruolo della psicologia all’interno di questa ricerca è capire le cause che determinano una scelta, razionale o meno che sia. Però, mentre l’economia procede attraverso modelli generali e astratti, più centrati sulla determinazione dei mercati che sulla risoluzione dei bisogni concreti dell’uomo, la psicologia ha strumenti introspettivi che permettono particolarizzare l’analisi, cioè, capire l’uomo nel suo ambiente indiviualissimo, cioè nel suo “”. Per ambiente si intende la collocazione di senso di una individuazione in un intero. È uno spazio territoriale o mentale di una individuazione, di una relazione o di un asserto dinamico. Dal latino, ambitus entis, il cerchio o spazio di quell’ente, cioè lo spazio di interazione di un soggetto: questa interazione può rafforzare o disgregare sia il soggetto che le sue relazioni . La psicologia è la ricerca sull’attività psichica nei suoi processi e fenomenologie varie, cioè indaga la fenomenologia del comportamento psichico, per rilevale la strutura ordinante i processi psichici. La crisi del homo economicus può essere ridotta alla crisi della razionalità umana. Però, un comportamento non razionale è una fenomenologia, non è una causa ultima. La causa ultima va ricercata all’interno del comportamento psichico. La psicologia, quindi, è in grado di capire il dentro del “”, il dentro della scelta, per cui può essere di enorme utilità per l’economia.

A visão ontopsicológica

O problema crítico do conhecimento

O processo perceptivo-cognitivo

O aproche ontopsicológico ao problema da escolha

Síntese das contribuições da Ontopsicologia ao problema da escolha

A pesquisa experimental da escolha otimal

Hipóteses

Dificuldades

Objetivos

Instrumentos

Método estatístico

Resultados da pesquisa

Identificação do grupo

Caracterização da escolha individual

Avaliação dos resultados

Análises estatísticas

Regressão linear
Análise de correlações

Conclusões

Notas

  1. MENEGHETTI, Antonio. Manual de Ontopsicologia. 4 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2010. ISBN 978-85-88381-52-0
  2. MENEGHETTI, Antonio. Campo Semântico. 3 ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2005. ISBN 85-88381-26-5
  3. MENEGHETTI, Antonio. O Em Si do Homem. 5 ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2004. ISBN 85-8838115-X
  4. MENEGHETTI, Antonio. O monitor de deflexão na psique humana. 5 ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2005. ISBN 85-88381-20-6
  5. HUSSERL, Edmund. A crise das ciências européias e a fenomenologia transcendental. 2 ed. (alemão). Haag: Martinus Nijhoff, 1976. ISBN 90-247-0221-6
  6. ROSSGINLOLI, G.. Principii di Filosofia: 1911.
  7. MENEGHETTI, Antonio. A Psicologia do Líder. 4 ed. rev. ampl. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2008. ISBN 978-85-88381-42-1
  8. The Prize in Economics 2002. Daniel Kahneman, Vernon L. Smith
  9. Encyclopædia Britannica. Encyclopædia Britannica Online. Encyclopædia Britannica Inc., 2012. Web. 10 Jan. 2012. <http://www.britannica.com/EBchecked/topic/620682/utilitarianism>.
  10. MENEGHETTI, Antonio. Dicionário de Ontopsicologia. 2 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2008. ISBN 978-85-88381-41-4

Bibliografia

Ligações externas

Ferramentas pessoais