Pedagogia

Da Ontopsicologia

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Etimologia

Grego παἰς = criança; grego ἂγο e latim ago = fazer, acompanhar[1].

Arte de como coadjuvar ou desenvolver uma criança à realização.

Pedagogia Ontopsicológica

A real novidade da Ontopsicologia, quando aplicada no campo pedagógico[2], é a descoberta do critério base de natureza ou Em Si ôntico. Uma vez individuado o Em Si ôntico, se conseguirmos fazer uma pedagogia que consinta o desenvolvimento do projeto de natureza, temos como resultado o indivíduo, antes de tudo, sadio e, depois, capaz de realizar a própria existência de modo criativo.

A finalidade é ajudar a evolução da criança, amplificando, em modo funcional, a pulsão do Em Si ôntico[3], portanto, consentir a autóctise histórica autêntica.

Segundo Antonio Meneghetti, fundador da escola ontopsicológica:

"O escopo prático [da pedagogia] é educar o sujeito a fazer e saber a si mesmo: fazer uma pedagogia de si mesmos como pessoas líderes no mundo, educar um Eu lógico-histórico com capacidade e condutas vencedoras." [2]

Dentro da pedagogia ontopsicológica pode-se distinguir três aspectos:

Abreação da mêmica societária

Introduzida por meio da díade, da família e da sociedade, a mêmica societária forma o sujeito em modo não funcional à sua identidade. Isso significa ultrapassar os estereótipos, os complexos, as ideologias e reencontrar o Em Si ôntico.

A criança aprende, desde pequena, a uniformar-se a esta mêmica societária imposta na família, adapta-se aos esquemas externos, sofre o parasitismo violento do meme social por meio do qual é alfabetizada e se adapta a este esquema fechado. Aprende o meme e perde a informação ôntica. O Eu lógico-histórico é estruturado pelo conjunto da memética social, por isso, quando adultos, para nos recuperar a nós mesmos, devemos distinguir as informações ônticas das informações meméticas.

Identificação e evolução do Em Si ôntico

Identificar o Em Si ôntico e começar a autenticação do sujeito, isto é, reportar o sujeito da dispersão produzida pela mêmica societária à virtualidade da própria intencionalidade de natureza (autêntico significa ser iguais a como o ser nos põe).

Uma vez individuado o projeto originário, o Em Si ôntico daquele sujeito, como podemos educá-lo? É necessário saber individuar quais são as passagens práticas, existenciais para a evolução do Em Si ôntico na práxis existencial.

Relações entre doxa societária e critério de natureza (dupla moral)

Uma vez identificado o critério de natureza, deve-se fazer a criança aprender que existe uma moral da vida, que é a intencionalidade do próprio Em Si ôntico (fazer aquelas ações, aquelas escolhas que são conformes ao projeto de natureza) e que existe também a moral social (as leis, as tradições, previstas dentro do contexto em que se vive). Estas duas morais jamais devem andar em contradição, mas devem ser sempre conciliadas.

A criança deve aprender a aplicar historicamente, momento a momento, a escolha ética exata que é indicada pela projeção do Em Si organísmico no ambiente, ou seja, pelo Eu a priori.

Ver também

Referências

  1. MENEGHETTI, Antonio. Dicionário de Ontopsicologia. 2 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2008. ISBN 978-85-88381-41-4
  2. MENEGHETTI, Antonio. Pedagogia Ontopsicológica. 2 ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2005. ISBN 85-88381-19-2
  3. MENEGHETTI, Antonio. O Em Si do Homem. 5 ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed, 2004. ISBN 85-8838115-X
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