Sonho

Da Ontopsicologia

Etimologia

Latim se omnium = o indivíduo em relação ao todo, a todos, de todos.

Significado

Para a escola ontopsicológica, o sonho é o espelho holístico da atividade orgânica e funcional do nosso existir.

Operações reflexas espontâneas no estado do sono, com ou sem envolvimentos emotivos.

Variações da consciência no estado de sono.

Feixe de projeções imaginárias que identificam o estado real do sujeito no plano biológico, psicológico e ôntico. As projeções são elaboradas pelo cérebro viscerotônico (neurogastroenterológico) e pelo monitor de deflexão.

A Escola Ontopsicológica encontrou a passagem para chegar à formalização da intuição que o sujeito possui por natureza.

O Em Si ôntico, para definir o sentido do seu discurso, usa qualquer palavra: as dinâmicas, as pulsões, os instintos, a fantasia, o sonho, o corpo, a doença.

No sonho, é possível reencontrar a comunicação do Em Si ôntico daquele sujeito, para realizar o egoísmo vital do sujeito.

Do interior radical do indivíduo, o Em Si tem a possibilidade de polarizar a sua análise em qualquer campo de investimento do sujeito e de constelar os seus diversos setores.

O sonho tem a seguinte hierarquia:

  1. em primeiro lugar, indica a situação orgânica do sonhador, a sua integridade físico-biológica;
  2. em segundo lugar, depois de si mesmo, analisa as referências afetivas e de segurança do sujeito (o marido, a esposa, os filhos, a mãe, o pai, os irmãos, os avós, a amiga, o motorista), ou seja, as pessoas fisicamente mais ligadas a ele;
  3. em terceiro lugar, coloca as pessoas das quais o sujeito confia no trabalho e no estudo;
  4. em quarto lugar, dá a análise da esfera social, dos negócios, da economia, da política etc.

A gráfica onírica assinala o erro ou o sucesso segundo uma hierarquia que parte do indivíduo, procede para a esfera afetiva, depois a dos colaboradores e, por fim, trata das relações externas.

Para saber qual é a escolha justa a fazer, é preciso saber ler os sonhos: a Ontopsicologia descobriu como decodificar os símbolos oníricos, tomando o sentido de exatidão da idêntica lógica que a natureza usa no interior do próprio sistema subatômico celular.

No sujeito que realizou a economia vital nos quatro aspectos, o sonho torna-se visão para indicar o percurso metafísico, ou iniciação ao Ser.

O sonho fala documentando a realidade física e histórica do sujeito, ele faz uma análise exata do sonhador de um ponto de vista médico, comportamental e social.

O sonho é uma projeção das variáveis e das alterações seja funcionais que estruturais do nosso organismo; ele é o reflexo do que, na realidade, já aconteceu no âmbito da nossa totalidade psíquica e somática.

Assim como, por meio de um monitor, examinamos o interior de uma sala cirúrgica ou de uma vasta empresa industrial ou qualquer situação endossomática, endovulcânica etc, analogamente, o sonho consente examinar o interior de uma ação.

Para sermos admitidos no interior deste arquivo de atividade lógica, devemos possuir a introdução linguística; exatamente como não podemos saber o que um código diz se não possuímos o código da língua que está usando para exprimir-se.

Toda a arquitetura do sonho deve ser compreendida na exclusiva lógica do sonhador. O sonho é uma linguagem de resposta à exigência do sonhador; ao sonho não interessa a ciência, a política, o mito, as tradições, o outro, mas exclusivamente a vida individual do próprio sonhador. O sonho é uma verdade objetiva do indivíduo, isto é, formaliza-se sempre das suas exigências vitais.

O sujeito pode ter determinadas convicções, mas o sonho não falará segundo as suas convicções conscientes: ele usa qualquer linguagem na exclusiva exigência do organísmico do sujeito.

Referências

  1. MENEGHETTI, Antonio. Dicionário de Ontopsicologia. 2 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2008. ISBN 978-85-88381-41-4
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